Fibria (FIBR3): preços médios mais elevados compensaram a valorização do real no 3T17

Por: Catarina Pedrosa (*),

(*) Analista responsável pelo relatório.


A Fibria foi a primeira das empresas de papel e celulose a publicar o resultado do 3T17. A empresa apresentou crescimento de receita por conta de preços médios mais altos, compensando a valorização  do real no período. No trimestre houve redução do custo caixa da empresa. O aumento do preço médio somado à redução do custo caixa garantiu um crescimento no EBITDA de 17% em relação ao trimestre anterior com a  margem subindo para 49% no 3T17 de 45% no 2T17 e de 37% no 3T16. O lucro apresentado pela Fibria de R$743 milhões, um “turn around” em relação ao prejuízo do trimestre anterior, em função da valorização do real, que permitiu que a empresa tivesse receita financeira no trimestre.


Capturar


As ações da Fibria chegaram a ser negociadas com alta se 3,7% durante o dia, mas fecharam com alta de apenas 0,34% em comparação a alta de 1,24% do Ibovespa. Isso porque, apesar de positivos, foram um pouco mais baixos do que a expectativa do consenso.

Acreditamos que os próximos trimestres devem continuar a apresentar resultados crescentes, não apenas pela maior produção com a entrada em operação de Horizonte 2,  que também leva a um menor custo caixa elevando margens, mas também pelo provável preço médio mais elevado, uma vez que os recentes aumentos anunciados estão sendo aceitos pelos clientes. Além disso, acreditamos em novos aumentos, em especial para a Ásia, já que os estoques estão baixos, de acordo com a Fibria, e a empresa reduzirá  sua produção em 200 mil ton na Planta de Aracruz (Veracel). De acordo com a Fibria, o fechamento de mais capacidades na China devem compensar o ramp up da planta da APP e retomada da planta da CMPC.

O mercado está otimista em relação aos resultados das empresas de celulose, com expectativa de continuidade na alta dos preços do produto apesar da elevação das capacidades e mais do que compensando a valorização do real. Além disso, uma possível fusão entre a Suzano e a Fibria, agora parece mais próximo de se concretizar. O consenso recomenda a Compra da FIBR3 com preço alvo de R$60,00/ação


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Declaração do (s) analista(s) de valores imobiliários (de investimento), nos termos do art. 17 da ICVM 483:

O responsável pelo relatório acima, mencionado no final do artigo, é um analista de investimento certificado pelo CNPI e o responsável principal pelo conteúdo do relatório, conforme disposto na ICVM483/2010, artigo 16, parágrafo único, e as recomendações publicadas aqui neste relatório da MacroSector Consultores refletem única e exclusivamente suas opiniões pessoais, sendo elaboradas de forma independente.

As informações e opiniões aqui contidas são consolidadas ou elaboradas com base em informações públicas ou fontes, em princípio, fidedignas. Assim, a MacroSector não declara e nem garante que essas informações sejam precisas. Além disso, os textos têm por fidelidade exclusiva apresentar informações auxiliando na tomada de decisão de investimentos, não se constituindo em oferta de venda ou solicitação de compra de ações. Os analistas não se responsabilizam por perdas ou danos futuros em virtude do uso destes relatórios.

Papel e Celulose (FIBR3, SUZB5, KLBN11)

Por: Catarina Pedrosa (*),

(*) Analista responsável pelo relatório.


Papel e Celulose (FIBR3, SUZB5, KLBN11): O preço da celulose fibra curta apresentou nova alta, tanto no mercado Chinês como no mercado Europeu, mostrando que o último anúncio de aumento de preços, pelas produtoras, não encontra resistência para ser implementado. Nas últimas semanas, com o fim das férias de verão no hemisfério norte, houve aumento na demanda levando a elevação dos preços. Com isso, na última semana o preço da celulose fibra curta teve aumento de 1,6% na Europa, acumulando nos últimos 12 meses uma alta de 37,3%. Já na China, onde os preços subiram consistentemente durante todo o verão do hemisfério norte, o preço da fibra curta na última semana tiveram um aumento de apenas 0,1%. Nos últimos 12 meses o preço da fibra curta vendida na China acumula alta de 43,6%.


celulose


Para as empresas brasileiras, produtoras de celulose fibra curta, é importante verificar a variação do dólar no período, uma vez que as vendas são feitas em moeda americana. Na última semana, o real apresentou variação de 0,97% em relação ao dólar e no ano, uma valorização de 0,48%. As ações da Fibria e da Suzano, que são principalmente produtoras de celulose fibra curta, tiveram um desempenho de acordo e até melhor do que se esperaria em função da elevação dos preços. A FIBR3 apresenta nos últimos 12 meses alta de 106%, e a SUZB5 de 95%. Vale lembrar, que a maior parte dos custos destas empresas são em reais, o que significa que qualquer alta de preço leva a um aumento de margens. Já a Klabin, mesmo com a produção da nova planta, projeto Puma (produtora de celulose), ainda é principalmente produtora de papéis para o mercado interno, que esteve desaquecido na maior parte de 2016 e 2017. Celulose representa aproximadamente 29% do faturamento consolidado da Klabin.

O consenso de mercado é de que o preço de celulose possa sofrer pressão com a entrada das novas capacidades. No Brasil, já se encontra em operação desde o final de agosto o projeto Horizonte 2 da Fibria, com capacidade total de 1,95 milhões de toneladas, que será atingido em 2019. Além disso, em 2018, a produção chinesa da APP, passa a colocar 1 milhão de toneladas no mercado. Porém, com a demanda aquecida e, com as novas tecnologias, que permitem o maior uso de fibra curta mesmo em papeis que necessitam resistência, faz com que não se espere quedas de preço. Portanto, a recomendação para a FIBR3, SUZB5, KLBN11 é de Compra, de acordo com o consenso de mercado. No curto prazo, o evento que deve movimentar o preço dos papeis é o resultado do 3T17, que a Fibria divulgará no próximo dia 24/10 e a Suzano e Klabin no dia 26/10. Em seguida, as ações da SUZB5 devem negociar em função do andamento da unificação dos diversos tipos de ações, que passarão a ser apenas ordinárias, conforme aprovado em assembleia realizado no último dia 29/09. Em seguida, notícias sobre a possível fusão com a Fibria deve ser o evento a ser acompanhado. Já em relação ao preço das ações da Klabin é importante seguir os dados econômicos, em especial os relacionados a alimentos, uma vez que uma grande parte dos seus produtos de papel é direcionada para este segmento. Em linha com esta expectativa de melhora das vendas, a ABPO (Associação Brasileira de Papelão Ondulado) elevou sua expectativa de crescimento para o ano para 3,8% de 2,7% anteriormente, depois que os dados de vendas de papelão ondulado em setembro apresentaram crescimento de 6,2% em relação ao mesmo mês do ano anterior.


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