Agricultura gerou 6.000 empregos em agosto

MacroSector Consultores na coluna “Vaivém das Commodities” da Folha de São Paulo


Emprego O saldo entre admissões e demissões acumulado em 12 meses na agricultura foi negativo de abril a julho deste ano. Em agosto, porém, teve um saldo positivo de 6.000 trabalhadores.

Positivo Os dados são de Fabio Silveira, da MacroSector, com base no Caged. No mês passado, foram contratados 79 mil trabalhadores com carteira assinada no setor.

 

Brasil deve criar 350 mil empregos em 2018, após destruir 2,8 milhões

Entrevista de Fabio Silveira para o Portal Varejo Em Dia.


Ainda sob o impacto da redução dos juros e da melhora nas exportações do primeiro semestre, o mercado de trabalho deve criar cerca de 350 mil empregos neste ano, na contramão dos últimos três anos em que 2,82 milhões de vagas foram extintas no país.

A projeção foi feita pelo economista Fabio Silveira, sócio-diretor da consultoria MacroSector, após o governo divulgar os dados do emprego em junho, mês em que pela primeira vez neste ano as demissões superaram as contratações.

Foram 661 vagas fechadas em junho, de acordo com o resultado do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), na contramão dos primeiros cinco meses do ano.

“O que aconteceu com o emprego formal em junho já é reflexo da greve dos caminhoneiros, penalizando setores não só ligados ao transporte e logística, mas também ao agronegócios, ao comércio, à indústria e a todos os serviços relacionados a eles”, diz o economista.  Leia mais.

Mercado de trabalho melhora pelo terceiro mês consecutivo


Por: Carlos Cavalcanti


Em junho, houve a geração líquida de 9,8 mil empregos formais, segundo o Caged, mostrando avanço do mercado de trabalho pelo terceiro mês consecutivo. Apesar de ter ficado abaixo dos meses anteriores (59,9 mil em abril e 34,3 mil em maio), o saldo foi melhor que o visto em junho de 2015 e 2016, quando foram eliminados 111,2 mil e 91,0 mil vagas, respectivamente.

No acumulado do ano, verificou-se a criação líquida de 67,4 mil postos. Isto levou o estoque de empregos a abranger 38,388 milhões de pessoas, na série com ajuste, significando uma expansão de 0,18% sobre o estoque de dezembro de 2016 (38,320 milhões de pessoas).

De todo modo, nos últimos doze meses, ainda ocorreu a destruição de 749,0 mil empregos, fazendo com que o referido estoque diminuísse 1,9%. Em junho do ano passado, havia 39,137 milhões de empregados com carteira assinada.

O resultado de junho do Caged teve na agropecuária seu principal protagonista, com a geração de 36,8 mil vagas. Além disso, a administração pública abriu 704 vagas. Em contrapartida, as demais atividades exibiram saldos negativos, com destaque para construção civil (- 9,0 mil), indústria de transformação (- 7,9 mil), serviços (- 7,3 mil) e comércio (- 2,7 mil).

No caso do agronegócio, a expansão de postos de trabalho formais concentrou-se nas seguintes atividades: 1º) cultivo de café (10,8 mil); 2º) apoio à agricultura (10,6 mil); 3º) cultivo de laranja (7,4 mil); e cultivo de soja (2,5 mil).

Em direção contrária, a indústria de transformação registrou retração de empregos em nove dos doze subsetores, destacando-se: 1º) indústria de calçados (- 2,9 mil); 2º) indústria de produtos minerais não metálicos (- 2,6 mil); 3º) indústria mecânica (- 1,7 mil); 4º) indústria da madeira e do mobiliário (- 1,5 mil); 5º) indústria metalúrgica (- 1,4 mil); e 6º) indústria do papel, papelão, editorial e gráfica (- 1,1 mil).

Apesar de parcela das vagas criadas na agropecuária ser de curta duração (menos de um ano), sua importância está consignada no registro acumulado até junho, cuja soma totaliza 117,0 mil empregos. O dinamismo da economia rural tem sido essencial para a melhora não apenas da balança comercial, mas também do mercado de trabalho, devido à ocorrência de uma safra recorde e à capacidade de transpor adversidades, como verificado no pós-Operação Carne Fraca.

Em termos de geração líquida de empregos, tais virtudes colocaram o desempenho da agropecuária à frente do setor de serviços (+ 60,8 mil) e da indústria de transformação (+ 27,8 mil). Em sentido oposto, prevaleceu a eliminação de vagas no comércio (- 123,2 mil) e na construção civil (- 33,2 mil).

Divulgado logo após a aprovação da Reforma Trabalhista, o resultado de junho não capta, evidentemente, os impactos deste evento (mudanças na CLT, promulgadas na Lei 13.467/2017), que só valerá a partir de novembro. O fato é que sobram muitas dúvidas em relação às alterações que serão realizadas em seus dispositivos por meio de medida provisória, fruto de acordo fechado entre Presidência da República e Senado Federal.

De todo modo, apesar da perspectiva de que as condições do mercado de trabalho continuem favoráveis nos próximos meses, estima-se que serão eliminados 400 mil postos formais em 2017, o que implicaria numa destruição de empregos consideravelmente menor do que a verificada em 2016 (1,34 milhão de postos).


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