Como a alta dos preços dos grãos e do dólar afeta o mercado

Entrevista de Eduardo Daher para o AgroJornal


Uma entrevista com o sócio da MacroSector Consultores, Eduardo Daher, que fala sobre os desafios para a agricultura e a pecuária no mundo.

Eduardo Daher é Economista e Administrador com pós-graduação em Marketing pela FGV, Ex-Diretor Executivo da ANDA e da ANDEF (Associação Nacional de Defesa Vegetal) e Ex-Presidente e atual Conselheiro da ABMR&A. É também conselheiro da Associação Brasileira do Agronegócio, do Conselho Superior do Agronegócio e da FUNDEPAG, ligada à Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo.

Economia e agronegócio brasileiro: mais oportunidades ou riscos em 2018?

Esse é o tema do evento que o Sinproquim realizará no dia 5 de abril para uma análise dos cenários da economia brasileira, com foco na indústria, no agronegócio e no setor químico. O encontro reunirá Fabio Silveira e Eduardo Daher, sócio-diretor e economista agrícola da MacroSector Consultores; e Marcel Caparoz, economista-chefe da RC Consultores. No evento, também será apresentada uma ferramenta que auxilia as empresas a aumentar a base de clientes e a incrementar as vendas.

As inscrições são gratuitas. 

Burocracia menor de bancos atrai produtores.

trajetória de queda na taxa básica de juros (Selic), aliada à maior competição entre os bancos, cria um ambiente confortável para o produtor tomar crédito rural, segundo especialistas ouvidos pelo Broadcast Agro. “Caminhamos para um custo menor de financiamento agrícola embasado pelos sucessivos cortes na Selic. Até mesmo se houver uma mudança nas decisões do Banco Central e os juros passarem a subir, isso não deve frear a concorrência já instalada entre as instituições financeiras”, afirmou Fábio Silveira, sócio da consultoria MacroSector.

Clique e acesse a reportagem completa do jornal O Estado de São Paulo.

Arrecadação federal recua


Após crescimento nos meses de janeiro, fevereiro e abril, a arrecadação federal caiu em maio, acompanhando o fraco desempenho da produção industrial, do comércio e dos serviços em relação ao ano passado. A arrecadação da RFB (Receita Federal do Brasil) totalizou R$ 97,6 bilhões no mês, exibindo retração de 0,96%, em termos reais, em comparação ao mesmo mês de 2016. No acumulado do ano, porém, a receita atingiu R$ 544,5 bilhões, avançando 0,35% frente aos primeiros cinco meses do ano passado.

Na comparação interanual (maio/17 x maio/16), os recolhimentos administrados diretamente pela Receita Federal diminuíram 0,3%, tendo a receita previdenciária crescido 0,65%, fruto das contratações líquidas ocorridas em abril e maio (Caged) e do aperto da fiscalização.

O leve aumento, entretanto, é insuficiente para compensar a queda total, menos ainda para equilibrar as contas do INSS, sobretudo num contexto recessivo e de elevado patamar de desemprego. Os tributos diretamente ligados à produção industrial (IPI) e aos lucros (CSLL) mostraram recuo mais forte no mês de maio. A queda apurada foi de, respectivamente, 12,6% e 16,7% em relação ao mesmo mês do ano anterior.

Ainda em maio, em contraste com a análise do mês anterior, as receitas administradas por outros órgãos recuaram 28,7%, para R$ 1,6 bi. Essa rubrica, no entanto, tem apresentado resultados expressivos em 2017, o que tem contribuído para quedas menos acentuadas na arrecadação geral.

Tal desempenho se deveu, em grande medida, ao forte incremento da arrecadação de royalties sobre a produção de petróleo. No período janeiro-maio deste ano, a receita média desta conta foi de R$ 2,87 bi / mês, ou seja, 89,6% acima do valor médio arrecadado em idêntico período de 2016.

Em última análise, cabe ressaltar que, embora o resultado no ano seja positivo, enquanto a atividade econômica demorar a reagir, e o governo não decidir pelo aumento da carga tributária, a arrecadação permanecerá “andando de lado”.  Anunciado como meta pelo governo, o déficit de R$ 139 bi já corre sérios riscos de não se concretizar, mesmo após o contingenciamento de R$ 42,1 bi e a tentativa de recomposição de parte das desonerações sobre a folha de pagamentos, cuja incerteza é grande, uma vez que a MP 774/17 que reonera 50 setores perderá validade em 30 de junho.