Otimismo com o recuo do dólar pode ser efêmero, diz Fabio Silveira

Por Douglas Gavras para O Estado de São Paulo em 04/01/2017

 

Retorno do investidor estrangeiro pós feriado de ano novo e bons resultados nos Estados Unidos e na China animam  Bovespa. A Bolsa tem alta de 3,73% e dólar recua para R$ 3,26.

“Esse otimismo, no entanto, pode ser efêmero, pois tanto o cenário internacional, quanto o doméstico, inspiram cuidados e atenção”, avalia Fabio Silveira, sócio-diretor da MacroSector

 

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Agronegócio é muito mais importante para gerar superávit comercial, liquidez e controlar preços

Por Daiane Costa para O Globo em 04/01/17

 

Safra boa. Colheita de soja em Mato Grosso: serão 104 milhões de toneladas colhidas este ano, de acordo com projeções da Conab, recorde histórico para a cultura. Clima vai ajudar a agricultura em 2017, dizem especialistas

 

Fabio Silveira, sócio-diretor da MacroSector, diz que o agronegócio é muito mais importante para gerar superávit comercial, liquidez e controlar preços — No PIB, o efeito é menor

 

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Medidas anunciadas pelo governo têm efeito limitado e servem para evitar que mais empresas quebrem em 2017

Por Marcello Corrêa, João Sorima Neto, Ana Paula Ribeiro para O Globo em 16/12/16

 

As medidas de estímulo à economia foram recebidas com desconfiança por analistas. Para Fábio Silveira, sócio-diretor da MacroSector, os pontos apresentados têm efeito limitado e servem apenas para evitar que mais empresas quebrem no ano que vem. Ele defende que uma recuperação só será possível quando os juros básicos da economia caírem mais fortemente.

São medidas tópicas, visando trazer algum fôlego para que as empresas consigam iniciar 2017 e não quebrarem. Crescimento mesmo só vai ter quando juros caírem. Enquanto estiverem nesse patamar estratosférico não tem crescimento — avalia o analista, que espera um início da retomada a partir do segundo semestre de 2017.

 

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Pacote do governo é cosmético e complementar, diz o sócio-diretor Fabio Silveira

Por Luiz Guilherme Gerbelli e Aluísio Alves publicado na Época Negócios em 16/12/16

 

“O pacote de hoje é cosmético e complementar. Atua num pedaço importante da empresa, que é a folha de salários. Do jeito que a situação está tão ruim, essas medidas podem incentivar o desemprego (com a redução gradual da multa adicional de 10 por cento do FGTS em demissões). Não que elas tenham sido desenhadas para isso, mas as empresas precisam se ajustar ao quadro de quase depressão da economia brasileira. Com essa folga, elas vão poder respirar um pouco mais tranquilas e poder resistir de maneira mais confortável ao ambiente recessivo.”

Fabio Silveira, sócio-diretor da Macrosector Consultores

 

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Analistas apontam dólar mais forte em 2017

Entrevista para O Povo Online na coluna Jornal de Hoje em 15/12/16

 

A leitura dos analistas lá fora é que o dólar vai ficar mais forte no ano que vem, por conta de uma postura mais vigilante das autoridades econômicas.

“Em médio e longo prazos, as elevações de juros do Fed, que acabarão estimulando a desvalorização do real, podem dar novo fôlego às exportações. Ainda que o efeito Trump derrube o preço das commodities, o saldo pode ser positivo, já que os mercados não estão com excedentes de produtos básicos”, pondera Fabio Silveira, da consultoria MacroSector.

 

Indicadores nos EUA

Além de uma mudança de política fiscal, a presidente do Fed, Janet Yellen citou indicadores positivos da economia norte-americana para justificar a expectativa de três aumentos por ano até 2019.

Segundo ela, “a decisão de aumentar juros reflete confiança no progresso da economia”. Por outro lado, ela destacou ser incerta a capacidade de políticas tributárias para impulsionar a produtividade, reconhecendo que “há muita fonte de incerteza para as perspectivas econômicas”. (com agências)

 

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