IPCA aumentou 0,24% em julho

Alta de energia elétrica residencial foi um dos principais motivos.

Por: Carlos Cavalcanti


Em julho, o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) subiu 0,24%, invertendo o movimento de junho, quando houve uma deflação de 0,23%. Desse modo, nos últimos 12 meses, o referido índice acumulou crescimento de 2,71%, que é a menor variação para este período desde fevereiro de 1999 (2,24%).

O resultado de julho deveu-se, principalmente, à:

  1. Elevação de 1,64% do grupo de preços de Habitação (que tem participação de 15,3% no consumo das famílias), refletindo, em boa medida, a alta de energia elétrica residencial (6,0%), taxa de água e esgoto (1,21%) e condomínio (0,83%);
  2. Aumento de 0,37% do grupo de Saúde e Cuidados pessoais, por causa, sobretudo, do incremento de preço de plano de saúde (1,06%), perfume (1,14%) e dentista (0,66%).

Em contrapartida, entre os grupos que exerceram pressão baixista, o destaque foi Alimentos e Bebidas, que registrou declínio de 0,47%, em função da desvalorização de batata (-22,7%), feijão (-5,39%) e leite longa vida (-3,22%). Este grupo contribuiu com um recuo de 0,24 ponto percentual do IPCA de julho.

As projeções de inflação para agosto, divulgadas nesta semana pelo Boletim Focus do Banco Central, são de uma elevação de 0,35%, devido à majoração dos preços dos combustíveis no mês passado. Apesar disso, os juros básicos da economia devem continuar caindo. Espera-se que o Copom (Comitê de Política Monetária do Banco Central) promova corte de 75 pontos-base (0,75%) em sua próxima reunião (05-06 de setembro), baixando a taxa Selic de 9,25% aa para 8,50% aa.


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