IGP-M persiste na rota deflacionária

Índice recuou 0,78% nos últimos 12 meses
Por: Fabio Silveira

 

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Em junho, o IGP-M caiu 0,67%, após diminuição de 0,93% em maio, acumulando deflação de 1,95% em 2017; e de 0,78%, nos últimos 12 meses. Em junho de 2016, este indicador registrou alta de 1,69%.

A deflação de junho deveu-se, sobretudo, à queda de 1,22% do IPA (Índice de Preços ao Produtor Amplo), refletindo o declínio de 1,63% das matérias-primas, cujos destaques de baixa foram minério de ferro (- 11,2%) e óleo diesel (- 4,02%).

O IPC (Índice de Preços ao Consumidor), por sua vez, apresentou retração de 0,08% (contrastado com a alta de 0,29% de maio), tendo cinco das oito classes de despesas apresentado taxas negativas. Os destaques de variação negativa foram alimentação (- 0,50%), transportes (- 0,36%) e habitação (- 0,02%).

Finalmente, o INCC (Índice Nacional de Custo da Construção) subiu 1,36%, devido ao incremento de 2,48% no custo de mão-de-obra, já que o segmento de materiais, equipamentos e serviços se manteve estável (+ 0,02%).

Os níveis, hoje, persistentemente deprimidos dos preços na economia brasileira reforçam, evidentemente, a perspectiva de que os juros básicos continuarão em queda nas próximas reuniões do Copom. Mas, ao mesmo tempo, evidenciam que o Banco Central exagerou na duração e na dose da política de restrição monetária (juros altos), incorrendo num custo social e econômico além do previsto. Houve, assim, excesso de recessão e deflação.

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