Como o “novo NAFTA” afetará o setor têxtil

 

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A criação do USMCA (Acordo Estados Unidos–México–Canada, em inglês), que deve substituir o NAFTA (Tratado Norte-americano de Livre Comércio), terá impacto sobre o setor têxtil dos países envolvidos. A nova proposta possui capítulo inteiramente dedicado ao incentivo à produção têxtil de seus países-membros.

Limitações de procedência, que são uma característica marcante do Acordo, podem ter impacto tão grande quanto o das tarifas sobre o comércio internacional. Além do aumento do percentual mínimo de material produzido na região, uma das alterações mais significativas deverá ser a limitação do uso de componentes de acabamento de origem externa aos países integrantes do acordo, como tecidos de bolsos, linha de costura, elásticos etc.

Entre outras mudanças, prevê-se também a isenção fiscal completa de confecções indígenas e a possibilidade de visitas não-agendadas por parte do importador às fábricas têxteis sob suspeita de irregularidade.

Fonte: Global Apparel Forum [1]

Banco Mundial apóia indústria têxtil sustentável na Etiópia

 

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O Banco Mundial lançará projeto de incentivo à sustentabilidade da indústria têxtil da Etiópia. O principal objetivo é aumentar a produtividade do setor, diminuir custos de produção, minimizar os impactos ambientais e reduzir barreiras regulatórias para investimentos em eficiência de uso de água e energia no país.

A este projeto, soma-se o anúncio feito pelo governo local de que irá construir mais três complexos industriais em 2019, totalizando sete no país. Sua abertura é a principal estratégia para o fortalecimento da indústria etíope de tecidos e calçados, cumprindo papel-chave para o desenvolvimento do projeto do Banco Mundial. Espera-se que tal iniciativa ajude a manter os investimentos e a produção em rápida ascensão, transformando a economia do país, que ainda é fortemente agrária. Na última década, o PIB da Etiópia cresceu, em média, cerca de 11% ao ano.

Fonte: Apparel Insider [1]

Recuperação da economia brasileira ainda vai demorar

 

Fabio Silveira


É ilusório imaginar que a reforma da previdência tem o condão de religar automaticamente os motores do crescimento econômico. A aprovação de seu texto pelo Congresso Nacional apenas evitará que a estagnação atual se prolongue indefinidamente. Após a superação dessa etapa árdua, em que se busca definir um horizonte crível de menor desequilíbrio para as contas previdenciárias, será necessário que o país realize outra grande obra: a reforma tributária.

Isto porque, sem esse redesenho dos impostos, o Brasil não poderá dispor no futuro de um sistema de produção: a) mais competitivo no plano externo, já que o atual é muito restrito à exportação de commodities e quasi-commodities; e b) menos vulnerável no âmbito doméstico, capaz de concorrer em melhores condições com as importações.

Aliás, o acirramento da competição com importados é um evento inescapável para a economia brasileira nos anos vindouros, dada a tendência tanto de oferta global crescente de produtos asiáticos, como de ingresso progressivo de industrializados e serviços europeus, na esteira do recém-assinado acordo entre Mercosul e União Europeia.

Como não há, até o momento, boas e acabadas respostas de como será o processo de elevação da competitividade, que inclui a realização da reforma tributária e de outros avanços econômicos e institucionais, o país continua colecionando motivos que reforçam o panorama de crescimento lento e afluência contida dos negócios no horizonte de seis a doze meses.

A forte nebulosidade que paira sobre 2020 deriva não apenas dos fatores mencionados acima, mas também de outras causas, cujas raízes são profundas e relativamente antigas. Uma delas é o baixo apetite ao risco dos investidores, ou seja, dos agentes mobilizadores de recursos destinados à expansão ou modernização do sistema produtivo local, como atesta o fato de que, nos últimos 24 trimestres, somente em 8 desses períodos houve aumento das inversões e, ainda assim, de forma modesta.

Em outras palavras, o Brasil mostra pouco ímpeto para investir desde 2013, o que, do ponto de vista analítico, constitui um enigma que deve logo ser decifrado, sob risco de se arcar depois com um custo social muito elevado, advindo da insistência em políticas públicas eventualmente equivocadas, geradoras de resultados econômicos pífios.

Outra justificativa da fragilização da economia brasileira remonta também à 2013, quando ficou patente que o ciclo de valorização das commodities, iniciado em 2003, havia se esgotado; e que seria essencial repensar o modelo de sucesso para um país largamente dependente da produção de matérias-primas e bens intermediários. Até o momento, tal questão possui respostas pouco convincentes, devendo se tornar ainda mais complexa, visto que a economia global conhece , hoje, importante ajuste, provocado pela desaceleração sincronizada de EUA, China e Europa, que tende a manter os preços internacionais das commodities sob pressão baixista.

Nessas condições, enquanto não se faz luz entre os gestores públicos locais acerca do melhor caminho a ser perseguido para a saída da crise atual, convém aos atores econômicos e institucionais adotar estratégias defensivas, de modo a preservar participações de mercado e papéis exercidos na esfera privada e pública, o que implica na manutenção de nível mínimo de investimento e busca constante por novos negócios.

 

 

Indústria de confecção se mantém estagnada na África

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A competitividade da indústria africana de produtos têxteis e confecções é de tal modo restrita, devido ao tímido avanço tecnológico e à falta de investimentos, que o setor tem grande dificuldade de concorrer até com instituições que fazem doações de roupas usadas para aqueles países.

O fato é que os produtores africanos não têm conseguido agregar valor às fibras ao longo da cadeia de suprimento, como no caso, entre outras matérias-primas, do algodão cru, em que o continente exporta grande quantidade, mas que é pouco vendido à indústria têxtil local.

Segundo Sun Ruizhe, vice-presidente do Conselho Nacional de Têxteis e Confecções da China, para desenvolver a indústria no continente será necessário haver maior integração vertical da cadeia de produção e um alinhamento com as tendências do mercado, em constante transformação, adaptando-se a cada nicho.

A África tem boas condições para se inserir competitivamente no mundo têxtil, mas sua indústria depende de mais investimentos em automatização e em infraestrutura de comunicação, para ampliar o comércio eletrônico, em particular.

Fonte: Just-Style [1]

[1] Para maiores informações, ver:

https://www.just-style.com/analysis/technology-inertia-is-stalling-africas-clothing-industry_id134494.aspx

Reino Unido é o maior consumidor de roupas da Europa

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Segundo a Associação de Reciclagem de Têxteis do Reino Unido, os britânicos usam 26,7 kg per capita de roupas novas por ano, seguidos pelos alemães, que consomem 16,7 kg; e pelos dinamarqueses, com 16,0 kg.

Para Peter Andrews, chefe de sustentabilidade do Consórcio Britânico de Varejo, o aumento do consumo de roupas, provocado pelo crescimento da população, gera atualmente menos impacto ambiental que no passado, devido às estratégias adotadas pela indústria, que privilegiam o emprego de matérias-primas sustentáveis, a fabricação de peças mais duráveis e a doação de roupas usadas.

“Sabemos o que mais precisa ser feito. Como a produção de roupas se desenvolve em um mercado globalizado, as melhores soluções para diminuir o impacto socioambiental dependerão da colaboração entre os países”, afirma Andrews.

Fonte: The Scotsman [1]

[1] Para maiores informações, ver:

https://www.scotsman.com/business/companies/retail/uk-consumes-clothes-at-fastest-rate-in-europe-1-4810182