Economistas decidem futuro da categoria em eleições na próxima semana em SP

 

 

Eleições CORECON 2018


As eleições nacionais tomaram conta do país. As discussões e debates ultrapassam o noticiário, envolvem a sociedade. Estão em casa, no trabalho, na padaria. Mas, alguns setores também estão em processo de renovação política e administrativa, fundamentais para a evolução de suas categorias profissionais.

Entre elas, os Conselhos Regionais dos Economistas, e o próprio Conselho Federal dos Economistas, a OAB – Ordem dos Advogados do Brasil e o CONFEA/CREA – Conselhos Regionais de Engenharia e Arquitetura. A maioria das votações acontece logo após o segundo turno das eleições para presidente da República e governadores.

A escolha dos conselheiros, delegados regionais para o Corecon-SP, o Conselho Regional dos Economistas de São Paulo e o Conselho Federal, é uma das mais disputadas do país. Estão em jogo 19 cargos – dos quais, serão eleitos 4 conselheiros efetivos e 4 suplentes, 9 delegados regionais, além dos 2 delegados eleitores ao Cofecon.

Participam do pleito do Corecon-SP duas chapas que disputam a representatividade da categoria há várias gestões: a Chapa 1 (Ética – Participação – Valorização Profissional), de oposição, e a Chapa 2, que tenta reeleição.

Duro embate em São Paulo

A disputa mais acirrada é no Estado de São Paulo, que contempla mais de 10 mil economistas profissionais e onde está em jogo a alternância do Conselho que está no poder desde 2011. Os oposicionistas exigem que sejam apuradas as irregularidades constatadas em auditoria prévia do Conselho Federal de Economia, e que o Regimento Interno não seja “rasgado”, permitindo a sétima reeleição, em oito anos, do atual presidente, como se nenhum outro conselheiro pudesse exercer tal cargo.

O objetivo da Chapa 1 é reformar, modernizar os critérios e princípios de gestão do Conselho, ampliar a representatividade da categoria, sobretudo junto ao mercado de trabalho. “Todo Conselho, seja dos Economistas, Administradores, a própria OAB, deve trabalhar em favor dos profissionais. No nosso caso, os Economistas, do presente e do futuro, precisamos amparar o jovem e quem está em transição de carreira, sofrendo com a crise que vivemos no país, sendo desvalorizado e até vendo pessoas não habilitadas desempenhando ilegalmente o papel e a função para a qual estudou e dedicou anos de sua vida para se atualizar e aperfeiçoar”, afirma Pedro Afonso Gomes, presidente do Sindicato dos Economistas de São Paulo e um dos líderes da Chapa 1.

Outro desafio que envolve a categoria é o corte de gastos, o uso racional dos recursos, a elaboração de orçamento participativo e a fiscalização, temas que fazem parte do debate nacional. Enxugar a máquina, segundo Pedro Afonso Gomes, é vital neste momento que o Brasil atravessa. Como exemplo, está o fato de as despesas do Corecon-SP terem aumentado substancialmente nos últimos anos e o superávit chegou a atingir apenas 1% em 2014. O enxugamento da máquina administrativa, assim como acontece nos municípios, estados e no próprio governo federal, não foge da pauta, com a redução de cargos comissionados que, segundo levantamento, o número de funcionários não efetivos no Corecon-SP subiu 40% entre 2010 e 2017. Neste período, os economistas ativos caíram cerca de 30%.

“Também é fundamental a transparência na gestão. Não se pode admitir que governos, órgãos públicos, entidades de classe, sindicatos, atuem de forma nebulosa. Em 2017, 30% das compras de materiais e serviços (cujo total atingiu R$ 1,34 milhão), foram feitas com dispensa de licitação. O Brasil não está mudando. O Brasil já mudou. Independentemente do resultado das eleições nacionais, temos a certeza de que o país, a sociedade, as categorias profissionais estão num outro patamar em busca de representatividade. A velha política não tem mais espaço. Deu lugar para a modernidade, a união, as reformas para retomarmos o crescimento e da dignidade de cada trabalhador, de cada cidadão. Temos que voltar a ser protagonistas do cenário brasileiro”, conclui Pedro Afonso.

Eleições para o Conselho Regional dos Economistas de São Paulo

Dias: 30 e 31 de outubro

Maiores informações pelos sites: http://www.coreconsp.org.br e http://www.economistasdesp.blogspot.com.br/

Website: http://www.coreconsp.org.br-www.economistasdesp.blogspot.com.br/

Fonte: https://exame.abril.com.br/negocios/dino/economistas-decidem-futuro-da-categoria-em-eleicoes-na-proxima-semana-em-sp/

Prioridades e Desafios do Agro para as Eleições 2018

Entrevista de Eduardo Daher para o AgroJornal


Uma entrevista com o sócio da MacroSector Consultores, Eduardo Daher, que fala sobre a importância do agronegócio para a geração de emprego e renda no Brasil.

Eduardo Daher é Economista e Administrador com pós-graduação em Marketing pela FGV, Ex-Diretor Executivo da ANDA e da ANDEF (Associação Nacional de Defesa Vegetal) e Ex-Presidente e atual Conselheiro da ABMR&A. É também conselheiro da Associação Brasileira do Agronegócio, do Conselho Superior do Agronegócio e da FUNDEPAG, ligada à Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo.

O que vem por aí em relação aos impostos

Entrevista de Fabio Silveira para o Portal Varejo em Dia


Há pelo menos um assunto em que a população brasileira não está dividida: os impostos incidentes sobre os produtos são elevadíssimos no país.

De fato, a carga tributária brasileira está entre as mais altas do mundo.

Ainda assim, vira e mexe os governos consideram o aumento de impostos como a forma mais fácil e rápida de resolver a grave crise fiscal que o país enfrenta.

Neste ano, os gastos do governo devem superar a receita em cerca de R$ 150 bilhões. Isto é, o país deve fechar 2018 com um dos déficits mais elevados da história.

Como consequência, o governo Temer deve enviar ao Congresso, ainda neste ano, medidas para reformular o Imposto de Renda das empresas, rever os tributos de alguns setores e unificar o PIS e a Cofins.

As propostas devem trazer aumento da carga tributária, na avaliação de especialistas que estão acompanhando o assunto.

“O país não cresce, os Estados e as Prefeituras estão em uma grave crise fiscal. Com certeza, os Estados e a União devem buscar uma forma de elevar a arrecadação. Além de mudanças no PIS e na Cofins, pode haver alta de ICMS de algumas regiões”, diz Fabio Silveira, sócio-diretor da MacroSector Consultores. Leia mais.