Agricultura gerou 6.000 empregos em agosto

MacroSector Consultores na coluna “Vaivém das Commodities” da Folha de São Paulo


Emprego O saldo entre admissões e demissões acumulado em 12 meses na agricultura foi negativo de abril a julho deste ano. Em agosto, porém, teve um saldo positivo de 6.000 trabalhadores.

Positivo Os dados são de Fabio Silveira, da MacroSector, com base no Caged. No mês passado, foram contratados 79 mil trabalhadores com carteira assinada no setor.

 

Serviços se recuperam em ritmo lento

Entrevista de Fábio Silveira ao Portal Varejo Em Dia


Após três anos de queda, o setor de serviços deve voltar a crescer neste ano. Mas o avanço será tímido.

Esse setor depende da melhoria da renda, do emprego e do crédito – indicadores que demoram para se recuperar dos efeitos da grave recessão que atingiu o país.

Para Fabio Silveira, sócio-diretor da MacroSector Consultores, o crescimento deve ser de 0,7% neste ano sobre o anterior.

No ano passado, o setor de serviços caiu 2,8% sobre 2016. E, no acumulado desde 2015, o tombo chegou a 11,4%.

“Neste ano, o avanço será tímido ainda perante os três anos de ‘surra’ que o setor levou”, diz Silveira.

O que explica esse crescimento contido, segundo o economista, é que a indústria e o varejo, setores que puxam a área de serviços, não têm um processo de aceleração significativa.

“Esse setor também depende de renda. E, apesar de ela ter apresentado melhora, está sendo canalizada mais para o consumo de alimentos, por exemplo, do que para os serviços.”

RENDA ESTÁVEL

O rendimento médio de todos os trabalhadores permaneceu estável em todas as regiões do país, segundo a pesquisa PNAD contínua mais recente divulgada pelo IBGE.

O rendimento foi estimado em R$ 2.198 no segundo trimestre (abril, maio e junho) e apresentou estabilidade em relação ao trimestre anterior, quando a renda foi de R$ 2.192.

Na comparação com o mesmo trimestre de 2017, a renda cresceu 1,1% – ou seja, era de R$ 2.174 e passou para R$ 2.198.

POR SEGMENTO

Em junho,  o volume de serviços prestados no país avançou 6,6% na comparação com maio, de acordo com a Pesquisa Mensal de Serviços, também divulgada pelo IBGE.

Os segmentos que se destacaram de forma positiva foram: transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio, que cresceram 15,7% em junho ante a perda de 10,6% verificada em maio.

Os que mais perderam foram: serviços profissionais, administrativos e complementares (-3,5%) e serviços prestados às famílias (-4,0%).

Entre os serviços relacionados às famílias, a maior queda ocorreu principalmente em restaurantes.

Foto: O segmento de restaurantes foi um dos que mais sentiu a queda no setor de serviços prestados às famílias

Crédito: Diogo Moreira/A2 – Fotos Públicas