Ambev (ABEV3): resultado positivo no 3Tri17 apesar da queda no volume de vendas

Por: Catarina Pedrosa (*),

(*) Analista responsável pelo relatório.


A Ambev publicou o seu resultado do terceiro trimestre essa manhã com crescimento em relação ao período anterior mais em função de preços médios maiores do que de volume, que no geral, apresentou queda de 2%. Mesmo assim, o resultado ficou em linha com o consenso de mercado e portanto o preço das ações deve ter um desempenho similar ao do Ibovespa. A recomendação de consenso para as ações é Neutra com preço alvo de R$25/ação.


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O volume de vendas no Brasil apresentou queda de 4% no terceiro trimestre em relação ao mesmo período do ano anterior com queda de 5,4% em cervejas. Essas quedas foram compensadas por volumes vendidos 4,5% maiores nas operações da America do Sul e crescimento de 0,5% nas vendas de refrigerantes no Brasil.

A Ambev também praticou preços médios melhores, com alta de 15,8% na cerveja vendida no Brasil, 9,6% melhor para o refrigerante e 16,1% melhor para as vendas das operações da América do Sul, o que levou a uma receita  media consolidada por hectolitro 11,7% maior no trimestre. O custo médio consolidado foi 10,2% superior, o que somada a outros custos operacionais, que tiveram uma queda de 20,6%, resultou em alta do EBITDA de 17,9%.

A queda nas  vendas de cerveja no Brasil foram impactadas pela fraqueza do mercado e pelo aumento dos preços que compensou a queda do volume. A Ambev perdeu market share em cervejas no Brasil este trimestre uma vez que o recuo da industria foi de 1%.


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Declaração do (s) analista(s) de valores imobiliários (de investimento), nos termos do art. 17 da ICVM 483:

O responsável pelo relatório acima, mencionado no final do artigo, é um analista de investimento certificado pelo CNPI e o responsável principal pelo conteúdo do relatório, conforme disposto na ICVM483/2010, artigo 16, parágrafo único, e as recomendações publicadas aqui neste relatório da MacroSector Consultores refletem única e exclusivamente suas opiniões pessoais, sendo elaboradas de forma independente.

As informações e opiniões aqui contidas são consolidadas ou elaboradas com base em informações públicas ou fontes, em princípio, fidedignas. Assim, a MacroSector não declara e nem garante que essas informações sejam precisas. Além disso, os textos têm por fidelidade exclusiva apresentar informações auxiliando na tomada de decisão de investimentos, não se constituindo em oferta de venda ou solicitação de compra de ações. Os analistas não se responsabilizam por perdas ou danos futuros em virtude do uso destes relatórios.

 

Fibria (FIBR3): preços médios mais elevados compensaram a valorização do real no 3T17

Por: Catarina Pedrosa (*),

(*) Analista responsável pelo relatório.


A Fibria foi a primeira das empresas de papel e celulose a publicar o resultado do 3T17. A empresa apresentou crescimento de receita por conta de preços médios mais altos, compensando a valorização  do real no período. No trimestre houve redução do custo caixa da empresa. O aumento do preço médio somado à redução do custo caixa garantiu um crescimento no EBITDA de 17% em relação ao trimestre anterior com a  margem subindo para 49% no 3T17 de 45% no 2T17 e de 37% no 3T16. O lucro apresentado pela Fibria de R$743 milhões, um “turn around” em relação ao prejuízo do trimestre anterior, em função da valorização do real, que permitiu que a empresa tivesse receita financeira no trimestre.


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As ações da Fibria chegaram a ser negociadas com alta se 3,7% durante o dia, mas fecharam com alta de apenas 0,34% em comparação a alta de 1,24% do Ibovespa. Isso porque, apesar de positivos, foram um pouco mais baixos do que a expectativa do consenso.

Acreditamos que os próximos trimestres devem continuar a apresentar resultados crescentes, não apenas pela maior produção com a entrada em operação de Horizonte 2,  que também leva a um menor custo caixa elevando margens, mas também pelo provável preço médio mais elevado, uma vez que os recentes aumentos anunciados estão sendo aceitos pelos clientes. Além disso, acreditamos em novos aumentos, em especial para a Ásia, já que os estoques estão baixos, de acordo com a Fibria, e a empresa reduzirá  sua produção em 200 mil ton na Planta de Aracruz (Veracel). De acordo com a Fibria, o fechamento de mais capacidades na China devem compensar o ramp up da planta da APP e retomada da planta da CMPC.

O mercado está otimista em relação aos resultados das empresas de celulose, com expectativa de continuidade na alta dos preços do produto apesar da elevação das capacidades e mais do que compensando a valorização do real. Além disso, uma possível fusão entre a Suzano e a Fibria, agora parece mais próximo de se concretizar. O consenso recomenda a Compra da FIBR3 com preço alvo de R$60,00/ação


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Frigoríficos (JBSS3, MRFG3): paralisação de plantas da JBS beneficia margens da Marfrig


Por: Catarina Pedrosa (*),

(*) Analista responsável pelo relatório.


Frigoríficos (JBSS3, MRFG3): De acordo com notícia no Estado de São Paulo, a JBS suspendeu as atividades em sete plantas localizadas no Mato Grosso. O motivo alegado foi o bloqueio de recursos, reduzindo o capital de giro da empresa. Acreditamos que o efeito dessa suspensão seja apenas temporário, e que a redução dos resultados da empresa seja limitada. Por outro lado, deve pressionar o preço do boi gordo na região, levando a uma melhora de margem dos frigoríficos concorrentes.


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O estado do Mato Grosso é importante para o resultado dos frigoríficos por ser o maior produtor de boi gordo no País. Assim, os grandes frigoríficos possuem plantas de abate no estado. Para a JBS, o fechamento das plantas em Mato Grosso, apesar de sua importância, deve ser pouco significativo para o resultado consolidado, uma vez que a venda de carne bovina produzida no Brasil é de menos de 20% do resultado global da empresa. Além disso, é importante notar que a JBS está paralisando a produção de 7 unidades de um total de 36 que têm no Brasil.

A recomendação de consenso de mercado para a JBSS3 é de Venda com preço alvo de R$10,00/ação.

Acreditamos que a Marfrig e a Minerva devem se beneficiar, uma vez que a suspensão das compras da JBS resultará em queda de preços do boi gordo, que fecharam o dia de ontem a 139,50/@ com queda de 2,28% em relação ao mês anterior. Para a Marfrig, a melhora de margem no abate de carne bovina implica em uma pequena melhora de resultados, uma vez que a operação de carne no Brasil significa 38% da receita consolidada da empresa. O consenso de mercado para a MRFG3 é Neutra com preço alvo de R$8,00/ação, o que implica em potencial de valorização de 24%.


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Rumo (RAIL3): ritmo forte das exportações de grãos deve alavancar receitas em 2018

Por: Catarina Pedrosa (*),

(*) Analista responsável pelo relatório.


 

O USDA divulgou a atualização mensal das projeções agrícolas para o mundo. Para milho, o USDA aumentou a expectativa de produção da safra 17/18 em 6,2 mn de ton, mas diminuiu os estoques finais em 1,5 mn de ton. Para o Brasil, o USDA manteve a projeção tanto de produção como de estoque final. A produção deve ser de 95 mn de ton, com diminuição de 3,5 mn de ton em relação a safra 16/17. As exportações devem chegar a 34 mn de ton, de acordo com o USDA, uma queda de 2 mn de ton em relação a safra 16/17. Para a soja, o USDA revisou a produção mundial para baixo em 0,56 mn de ton e os estoques finais foram reduzidos em 1,48 mn de ton. A expectativa do USDA para a produção brasileira foi mantida em 107 mn de ton na safra 17/18, uma redução de 7,1 mn de ton em relação a safra 16/17. A projeção de exportação de soja pelo Brasil na safra17/18 foi mantida em 64 mn de ton, um aumento de 0,86 mn de ton em relação a safra 16/17.


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O principal transportador de grãos no Brasil é a Rumo, em especial os grãos plantados na região centro-oeste do país, via a ferrovia que liga Rondonópolis ao porto de Santos. Grãos representam aproximadamente 66% da receita de transporte da empresa. A expectativa de que a exportação de grãos em 2018 deva ser próximo ao total exportado em 2017 resulta em mais um ano de faturamento forte para a empresa. Adicionado a esse fato, a melhora da economia deve levar a um aumento de faturamento da empresa em seus outros segmentos de atuação como industriais, que representam 4% do faturamento e combustível que responde por 11% da receita.

A Rumo acabou de aumentar seu capital em R$2,64 bilhões com a emissão de 220 milhões de ações ordinárias a R$12,0/ação.  Este valor deve ser utilizado para redução de endividamento, principal motivo para os últimos prejuízos apresentados pela empresa. O consenso de mercado mantém a recomendação de Compra para a RAIL3, com preço alvo de R$14,00/ação. O mercado estima que a receita da empresa terá um crescimento de 13,6% em 2018 com relação ao ano anterior. As projeções, de acordo com o Bloomberg, são para um crescimento de 17% do EBITDA em 2018 e de 196% do lucro líquido, em função da redução do endividamento da empresa.


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Papel e Celulose (FIBR3, SUZB5, KLBN11)

Por: Catarina Pedrosa (*),

(*) Analista responsável pelo relatório.


Papel e Celulose (FIBR3, SUZB5, KLBN11): O preço da celulose fibra curta apresentou nova alta, tanto no mercado Chinês como no mercado Europeu, mostrando que o último anúncio de aumento de preços, pelas produtoras, não encontra resistência para ser implementado. Nas últimas semanas, com o fim das férias de verão no hemisfério norte, houve aumento na demanda levando a elevação dos preços. Com isso, na última semana o preço da celulose fibra curta teve aumento de 1,6% na Europa, acumulando nos últimos 12 meses uma alta de 37,3%. Já na China, onde os preços subiram consistentemente durante todo o verão do hemisfério norte, o preço da fibra curta na última semana tiveram um aumento de apenas 0,1%. Nos últimos 12 meses o preço da fibra curta vendida na China acumula alta de 43,6%.


celulose


Para as empresas brasileiras, produtoras de celulose fibra curta, é importante verificar a variação do dólar no período, uma vez que as vendas são feitas em moeda americana. Na última semana, o real apresentou variação de 0,97% em relação ao dólar e no ano, uma valorização de 0,48%. As ações da Fibria e da Suzano, que são principalmente produtoras de celulose fibra curta, tiveram um desempenho de acordo e até melhor do que se esperaria em função da elevação dos preços. A FIBR3 apresenta nos últimos 12 meses alta de 106%, e a SUZB5 de 95%. Vale lembrar, que a maior parte dos custos destas empresas são em reais, o que significa que qualquer alta de preço leva a um aumento de margens. Já a Klabin, mesmo com a produção da nova planta, projeto Puma (produtora de celulose), ainda é principalmente produtora de papéis para o mercado interno, que esteve desaquecido na maior parte de 2016 e 2017. Celulose representa aproximadamente 29% do faturamento consolidado da Klabin.

O consenso de mercado é de que o preço de celulose possa sofrer pressão com a entrada das novas capacidades. No Brasil, já se encontra em operação desde o final de agosto o projeto Horizonte 2 da Fibria, com capacidade total de 1,95 milhões de toneladas, que será atingido em 2019. Além disso, em 2018, a produção chinesa da APP, passa a colocar 1 milhão de toneladas no mercado. Porém, com a demanda aquecida e, com as novas tecnologias, que permitem o maior uso de fibra curta mesmo em papeis que necessitam resistência, faz com que não se espere quedas de preço. Portanto, a recomendação para a FIBR3, SUZB5, KLBN11 é de Compra, de acordo com o consenso de mercado. No curto prazo, o evento que deve movimentar o preço dos papeis é o resultado do 3T17, que a Fibria divulgará no próximo dia 24/10 e a Suzano e Klabin no dia 26/10. Em seguida, as ações da SUZB5 devem negociar em função do andamento da unificação dos diversos tipos de ações, que passarão a ser apenas ordinárias, conforme aprovado em assembleia realizado no último dia 29/09. Em seguida, notícias sobre a possível fusão com a Fibria deve ser o evento a ser acompanhado. Já em relação ao preço das ações da Klabin é importante seguir os dados econômicos, em especial os relacionados a alimentos, uma vez que uma grande parte dos seus produtos de papel é direcionada para este segmento. Em linha com esta expectativa de melhora das vendas, a ABPO (Associação Brasileira de Papelão Ondulado) elevou sua expectativa de crescimento para o ano para 3,8% de 2,7% anteriormente, depois que os dados de vendas de papelão ondulado em setembro apresentaram crescimento de 6,2% em relação ao mesmo mês do ano anterior.


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O responsável pelo relatório acima, mencionado no final do artigo, é um analista de investimento certificado pelo CNPI e o responsável principal pelo conteúdo do relatório, conforme disposto na ICVM483/2010, artigo 16, parágrafo único, e as recomendações publicadas aqui neste relatório da MacroSector Consultores refletem única e exclusivamente suas opiniões pessoais, sendo elaboradas de forma independente.

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