Economia brasileira gerou 35,9 mil empregos em julho

Melhor resultado para o mês desde 2013.

Por: Fabio Silveira


Em julho, segundo o Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), houve a geração líquida de 35,9 mil empregos formais. Este resultado foi bem melhor que o do mesmo mês de 2016, quando foram eliminados 94,7 mil postos.

Apesar disso, nos últimos 12 meses terminados em julho, o mercado de trabalho brasileiro contabilizou a extinção de 618,7 mil vagas. Este desempenho é:

1. Relativamente mais favorável que o dos últimos 12 meses terminados em junho de 2017 (extinção de 749,1 mil vagas); e

2. Melhor que o observado nos últimos 12 meses encerrados em julho de 2016 (destruição de 1.706 mil postos).

A referida extinção de 618,7 empregos, entre agosto de 2016 e julho de 2017, deveu-se ao desempenho combinado dos seguintes setores:

– Indústria: eliminação de 401,8 mil vagas;

– Agricultura: criação de 13,3 mil postos de trabalho;

– Comércio: Comércio: destruição de 47,6 mil empregos;

– Serviços: extinção de 169,3 mil vagas; e

– Administração Pública: eliminação de 13,3 mil postos de trabalho

Para os próximos meses, a expectativa é que o mercado de trabalho continue em recuperação, em face da perspectiva de crescimento adicional do nível de atividade da economia brasileira.

Ainda assim, em 2017, estima-se que haverá a eliminação de 300 mil postos empregos formais, a qual, de todo modo, será bem menor que a verificada em 2016 (1,34 milhão de vagas).


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Varejo brilhou em junho

Setor deve continuar se recuperando.

Por: Fabio Silveira


Em junho, o volume de vendas do varejo brasileiro avançou 1,2%, na série restrita com ajuste sazonal. Trata-se de um resultado muito favorável, considerando-se também que, na série restrita sem ajuste, esse volume aumentou 3,0% (frente a junho de 2016). Foi o terceiro crescimento mensal consecutivo.

O desempenho positivo de junho (jun17 ante mai17) deveu-se, principalmente, ao maior fôlego de vestuário e calçados (+5,4%), livros e jornais (+4,5%), outros artigos pessoais (+2,7%), móveis e eletrodomésticos (+2,2%), artigos farmacêuticos e médicos (+1,5%) e combustíveis (+1,2%).

Apesar disso, nos últimos 12 meses, as vendas do varejo acumularam, ainda, declínio de 3,0%. De todo modo, o resultado de junho mostra que o movimento de queda do setor está perdendo força.

Isto pode ser atribuído: i) ao aumento do rendimento real do pessoal ocupado; ii) à melhora (modesta) das condições de crédito, devido à redução dos juros ocorrida desde o quarto trimestre de 2016; e iii) à liberação dos saldos inativos do FGTS.

Nos próximos meses, espera-se que o varejo apresente maior dinamismo. A retração dos juros reais, a recuperação do volume real de crédito ao consumidor e a elevação da massa real de rendimentos no quarto trimestre devem continuar impulsionando suas vendas.

Nessas condições, para 2017, estima-se que o setor cresça 1%, interrompendo a trajetória declinante do biênio 2015-2016.


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