Recorde da Bolsa é puxado por investidores brasileiros


 

Entrevista de Fabio Silveira para O Estado de São Paulo


A Bolsa brasileira bateu, ontem, mais um recorde, com o Ibovespa superando os 89,5 mil pontos. Esse movimento reflete basicamente um otimismo dos investidores brasileiros, porque o estrangeiro continua com o pé atrás. Só no mês de outubro, os investidores de outros países retiraram R$ 6,2 bilhões da Bolsa.

Dois fatores explicam essa fuga: as incertezas quanto aos novos rumos da economia do País a partir do ano que vem e o cenário externo, mais avesso à tomada de riscos, que levou o investidor estrangeiro a buscar refúgio em outros mercados no mês passado.

O movimento indica uma reversão de tendência, que reflete em parte a definição das eleições no Brasil. Entre julho e setembro, a Bolsa registrou a entrada de R$ 10,2 bilhões em recursos de origem estrangeira.

Outubro, porém, foi o segundo mês em que a Bolsa mais perdeu recursos estrangeiros este ano – atrás apenas de maio, quando o saldo foi negativo em R$ 8,4 bilhões. Naquele mês, os investimentos foram afetados pela greve dos caminhoneiros.

Apesar da postura mais desconfiada do investidor estrangeiro, a Bolsa tem tido desempenhos positivos, segurados pelo investidor local. No mesmo mês em que os estrangeiros retiraram mais de R$ 6 bilhões do mercado brasileiro, os aportes dos chamados investidores institucionais (seguradoras, fundos de pensão e de investimento, entre outros), tiveram saldo positivo de R$ 7 bilhões.

O Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, bateu recorde nominal ontem e fechou o dia aos 89.598 pontos – alta de 1,33% ante o pregão anterior. O recorde anterior havia sido registrado em 1.º de novembro. Em um mês, a alta registrada do Ibovespa é de 8,84%.

“O investidor local acha que tem uma visão melhor do mercado brasileiro do que quem olha de fora, mas muitas vezes é o contrário”, diz o sócio-diretor da MacroSector, Fabio Silveira. “O País está muito estressado politicamente e quem está de fora consegue perceber com mais clareza que a nova equipe de governo tem um problema em sua origem: o futuro presidente tem um histórico intervencionista e o futuro ministro da Economia, Paulo Guedes, é um liberal de carteirinha.”

Silveira avalia que, enquanto não ficar claro para o mercado qual será a dinâmica da economia brasileira a partir do ano que vem, o investidor estrangeiro vai permanecer desconfiado. “O cenário externo é complicado e todo mundo está tentando proteger seus investimentos.”

Já a perspectiva de Bolsonaro fazer um governo disposto a colocar reformas, como a da Previdência e tributária, em andamento, seria um fator de atração de capital estrangeiro, diz.

Para o economista-chefe da Spinelli, André Perfeito, o investidor local está mais confiante que o estrangeiro, por uma questão “passional”. “É bom lembrar que o mercado era muito favorável à candidatura de Bolsonaro, pelas perspectivas de reformas e de uma política econômica mais liberal.”

Ele acredita que o período até a posse pode ser marcado por mais declarações desencontradas, o que já serve para alimentar a desconfiança do investidor, mas o mercado deve mesmo se preocupar com o início do mandato. “Antes da posse, é normal haver ruídos.”

Exterior. Nos últimos meses, o cenário externo também mudou drasticamente para o investidor, com aumento da aversão ao risco, avalia Luís Afonso Fernandes Lima, presidente da Sociedade Brasileira de Estudos de Empresas Transnacionais e da Globalização (Sobeet).

“Há uma junção de fatores relevantes para o investidor, como os desdobramentos do Brexit e as eleições que irão renovar o Congresso dos EUA. Esses fatores reforçam a tendência de concentração de investimentos nas economias centrais.”

Economistas decidem futuro da categoria em eleições na próxima semana em SP

 

 

Eleições CORECON 2018


As eleições nacionais tomaram conta do país. As discussões e debates ultrapassam o noticiário, envolvem a sociedade. Estão em casa, no trabalho, na padaria. Mas, alguns setores também estão em processo de renovação política e administrativa, fundamentais para a evolução de suas categorias profissionais.

Entre elas, os Conselhos Regionais dos Economistas, e o próprio Conselho Federal dos Economistas, a OAB – Ordem dos Advogados do Brasil e o CONFEA/CREA – Conselhos Regionais de Engenharia e Arquitetura. A maioria das votações acontece logo após o segundo turno das eleições para presidente da República e governadores.

A escolha dos conselheiros, delegados regionais para o Corecon-SP, o Conselho Regional dos Economistas de São Paulo e o Conselho Federal, é uma das mais disputadas do país. Estão em jogo 19 cargos – dos quais, serão eleitos 4 conselheiros efetivos e 4 suplentes, 9 delegados regionais, além dos 2 delegados eleitores ao Cofecon.

Participam do pleito do Corecon-SP duas chapas que disputam a representatividade da categoria há várias gestões: a Chapa 1 (Ética – Participação – Valorização Profissional), de oposição, e a Chapa 2, que tenta reeleição.

Duro embate em São Paulo

A disputa mais acirrada é no Estado de São Paulo, que contempla mais de 10 mil economistas profissionais e onde está em jogo a alternância do Conselho que está no poder desde 2011. Os oposicionistas exigem que sejam apuradas as irregularidades constatadas em auditoria prévia do Conselho Federal de Economia, e que o Regimento Interno não seja “rasgado”, permitindo a sétima reeleição, em oito anos, do atual presidente, como se nenhum outro conselheiro pudesse exercer tal cargo.

O objetivo da Chapa 1 é reformar, modernizar os critérios e princípios de gestão do Conselho, ampliar a representatividade da categoria, sobretudo junto ao mercado de trabalho. “Todo Conselho, seja dos Economistas, Administradores, a própria OAB, deve trabalhar em favor dos profissionais. No nosso caso, os Economistas, do presente e do futuro, precisamos amparar o jovem e quem está em transição de carreira, sofrendo com a crise que vivemos no país, sendo desvalorizado e até vendo pessoas não habilitadas desempenhando ilegalmente o papel e a função para a qual estudou e dedicou anos de sua vida para se atualizar e aperfeiçoar”, afirma Pedro Afonso Gomes, presidente do Sindicato dos Economistas de São Paulo e um dos líderes da Chapa 1.

Outro desafio que envolve a categoria é o corte de gastos, o uso racional dos recursos, a elaboração de orçamento participativo e a fiscalização, temas que fazem parte do debate nacional. Enxugar a máquina, segundo Pedro Afonso Gomes, é vital neste momento que o Brasil atravessa. Como exemplo, está o fato de as despesas do Corecon-SP terem aumentado substancialmente nos últimos anos e o superávit chegou a atingir apenas 1% em 2014. O enxugamento da máquina administrativa, assim como acontece nos municípios, estados e no próprio governo federal, não foge da pauta, com a redução de cargos comissionados que, segundo levantamento, o número de funcionários não efetivos no Corecon-SP subiu 40% entre 2010 e 2017. Neste período, os economistas ativos caíram cerca de 30%.

“Também é fundamental a transparência na gestão. Não se pode admitir que governos, órgãos públicos, entidades de classe, sindicatos, atuem de forma nebulosa. Em 2017, 30% das compras de materiais e serviços (cujo total atingiu R$ 1,34 milhão), foram feitas com dispensa de licitação. O Brasil não está mudando. O Brasil já mudou. Independentemente do resultado das eleições nacionais, temos a certeza de que o país, a sociedade, as categorias profissionais estão num outro patamar em busca de representatividade. A velha política não tem mais espaço. Deu lugar para a modernidade, a união, as reformas para retomarmos o crescimento e da dignidade de cada trabalhador, de cada cidadão. Temos que voltar a ser protagonistas do cenário brasileiro”, conclui Pedro Afonso.

Eleições para o Conselho Regional dos Economistas de São Paulo

Dias: 30 e 31 de outubro

Maiores informações pelos sites: http://www.coreconsp.org.br e http://www.economistasdesp.blogspot.com.br/

Website: http://www.coreconsp.org.br-www.economistasdesp.blogspot.com.br/

Fonte: https://exame.abril.com.br/negocios/dino/economistas-decidem-futuro-da-categoria-em-eleicoes-na-proxima-semana-em-sp/

Prioridades e Desafios do Agro para as Eleições 2018

Entrevista de Eduardo Daher para o AgroJornal


Uma entrevista com o sócio da MacroSector Consultores, Eduardo Daher, que fala sobre a importância do agronegócio para a geração de emprego e renda no Brasil.

Eduardo Daher é Economista e Administrador com pós-graduação em Marketing pela FGV, Ex-Diretor Executivo da ANDA e da ANDEF (Associação Nacional de Defesa Vegetal) e Ex-Presidente e atual Conselheiro da ABMR&A. É também conselheiro da Associação Brasileira do Agronegócio, do Conselho Superior do Agronegócio e da FUNDEPAG, ligada à Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo.